Custos de (sobre)viver na Ilha Dourada
No último estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, o Instituto Nacional de Estatística concluiu que a maior quebra (19,68 pontos) no Indicador per Capita, deu-se no Porto Santo, apesar de estar ainda acima da média nacional.
As principais explicações para a quebra nos rendimentos são facilmente identificáveis:
- Emprego sazonal e precário na hotelaria e restauração;
- Desemprego crescente, tendo triplicado nos últimos anos. Em fevereiro, registou-se o maior número de desempregados inscritos (433), número que infelizmente a breve trecho será maior;
- Monopólio nos transportes marítimos que onera excessivamente a aquisição de bens, mesmo os essenciais;
- Falta de concorrência na distribuição alimentar com implicações quer nos preços praticados, quer na variedade de produtos disponibilizados;
- Taxas aeroportuárias incomportáveis que asfixiam o turismo e limitam a mobilidade dos residentes, por exemplo, no acesso à saúde nas inevitáveis deslocações;
- Elevadas taxas de resíduos sólidos e água da mais cara a nível nacional;
- Rendas altas no crédito à habitação e taxa máxima de IMI. A especulação imobiliária inflacionou o mercado que só agora se regulariza.
Lamentavelmente prevê-se que o rombo nos orçamentos familiares prossiga com o aumento de impostos e do custo de bens e serviços, e com a extinção/corte de metade do subsídio de insularidade aos funcionários públicos que dele usufruem.
P.S. É Natal! A verdadeira Festa está no íntimo de cada um e na partilha com os outros. Boas Festas!
Renata Sousa – Vereadora PS/Porto Santo
In opinião política, DN Madeira, 18-12-2011





