Plano de Ordenamento e Investimento do Campo de Baixo e Calheta viola PDM e Plano de Ordenamento Turístico do Porto Santo
Maximiano Martins, candidato do PS-Madeira às presidência do Governo Regional, constata que o Plano de Ordenamento e Investimento da Urbanização do Campo de Baixo e Calheta viola o PDM e o Plano de Ordenamento Turístico do Porto Santo.
O candidato socialista afirmou à Comunicação Social, após um encontro com técnicos do Plano de Urbanização do Campo de Baixo e Calheta, no Porto Santo, no dia 12 de Agosto de 2011, que o Plano de Ordenamento Turístico do Porto Santo define o objectivo de 8.000 novas camas para aquele espaço, o que, somado às 2.000 camas previstas para o turismo da rede social do golfe e ainda às 4.000 camas já previstas no Plano de Ordenamento da Orla Costeira dá o total de 14.000 camas, quando o POOC feito em 2002 previa para 2012 apenas 4.000 camas.
Maximiano Martins é de opinião de que, com 14.000 camas, o modelo turístico subjacente para o Porto Santo é “de um mero resort de turismo massificado”, exactamente o oposto do definido há oito ou nove anos, que via o Porto Santo como uma ilha de sossego e destino qualificado que oferece segurança, um turismo de família, de saúde e de lazer.
O candidato do PS-Madeira realçou também que o Plano de Ordenamento e Investimento do Campo de Baixo e Calheta provocará uma densidade populacional e uma ocupação do território elevadas, porque implica a permanência de 60.000 pessoas no Porto Santo e 9.000 empregos, quando a população do Porto Santo ronda 5.000 pessoas. Para além disso, refere Maximiano Martins, este projecto envolve uma frente-praia de cerca de 5 kms.
Maximiano Martins pediu às entidades autárquicas, ao Governo Regional e aos deputados um grande nível de responsabilidade e uma grande prudência na forma como se gere um território tão frágil como é o da ilha do Porto Santo.




