PS-Madeira diz que Jardim “ainda não regressou de férias”
O vereador socialista na Câmara da Ponta do Sol, Francisco Dias, fez uma conferência de imprensa, no dia 8/Set/2010, junto ao auditório da Casa John dos Passos, na vila da Ponta do Sol.
O PS-Madeira disse hoje, na Ponta do Sol, que o Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, “parece não ter regressado ainda de férias”. As declarações de Jardim na sessão solene do Dia do Concelho da Ponta do Sol foram rebatidas pelo vereador socialista Francisco Dias, que acusou o governante de resumir as suas intervenções públicas pós-férias à leitura das “conclusões do Conselho Regional” ‘laranja’, manifestando-se contra o aparecimento da Plataforma Democrática na cena política regional.
“É nesta altura claro que a Plataforma Democrática, pela dinâmica de transformação e mudança que carrega, incomoda sobremaneira o Presidente do Governo Regional”, declarou. Mas o autarca foi mais longe, ao dizer que Jardim “mentiu” ao reivindicar para o Governo a execução de uma via de ligação entre a vila da Ponta do Sol e a freguesia dos Canhas.
“A estrada de ligação aos Canhas foi colocada pelo PS-M no seu programa de Governo no ano 2000, há dez anos, e o PSD só acordou para esta questão bem mais tarde”, esclareceu, garantindo que “os socialistas desde sempre foram favoráveis à realização desta obra”.
Francisco Dias reagiu também ao discurso do presidente da edilidade, Rui Marques. Para o vereador as obras em curso no concelho “são de pequena monta”, não tendo sido activada nenhuma obra estruturante. A incapacidade demonstrada pela autarquia no combate à crise foi também salientada, tendo o PS-Madeira dado a conhecer duas propostas que tenciona apresentar em reunião de câmara. Uma, sob a forma de recomendação, propõe a participação directa da câmara na elaboração do POOC concelhio; a segunda é uma proposta de contenção de despesa, que sugere ao município a instalação de painéis solares nos edifícios públicos.
Francisco Dias contestou ainda uma afirmação de Rui Marques, que invocou “dificuldades burocráticas” como justificação para a não aprovação do plano director municipal. “Se existem problemas a este nível, eles colocam-se apenas entre o poder local e o poder regional, e é claro que ninguém tem poder negocial para desbloquear a burocracia reinante”, declarou.


