Jacinto Serrão quer “visão integrada” para a agricultura

 

20 Jun 2010 Jacinto Serrão quer “visão integrada” para a agricultura

O Presidente do Partido Socialista – Madeira, Dr. Jacinto Serrão, fez uma conferência de imprensa no Jardim da Serra, no âmbito da visita à Festa da Cereja, no dia 20/Jun/2010.

Um apelo à dimensão antropológica da agricultura, sobretudo enquanto instrumento essencial ao povoamento e à ocupação do solo, estiveram no centro das declarações do Presidente do PS-Madeira, Jacinto Serrão, hoje, no Jardim da Serra.

Em declarações aos jornalistas, o líder socialista insistiu na necessidade do Governo Regional ter uma visão e uma perspectiva “integrada” do fenómeno agrário, não só enquanto fonte de rendimentos mas também, e sobretudo, enquanto actividade que permite uma ligação umbilical entre as pessoas e o solo, entre o trabalho e a terra.

Para Jacinto Serrão, o sector primário é um dos parentes pobres da economia regional. Isto porque continua a ser uma actividade pouco atraente, fruto do escasso rendimento que gera, e também pelo facto de ser um sector mal amado, um estigma que o PS-Madeira pretende eliminar a curto prazo.

“É indispensável revalorizar a actividade agrícola”, sublinhou o líder do Partido. “A agricultura promove a ligação entre o homem e a terra, combatendo a desertificação e o despovoamento. Por outro lado, em tempos de crise como aquele que atravessamos, é um sector capaz de gerar empregos e rendimentos, sobretudo entre os jovens. A ideia é apostar em nichos de qualidade, de forma a competir com os produtos externos, dos quais somos dependentes”.

Esta perspectiva é no entanto contrariada pelo Governo Regional, que insiste em desvalorizar o sector primário. As políticas existentes, acusa o líder socialista, promovem o abandono das terras. “A agricultura perde terreno a cada dia que passa. Os apoios são poucos e o sector continua órfão de uma visão integrada e de futuro. O desalento instalou-se entre os produtores”. Imprimir uma nova dinâmica para o sector, passaria por uma nova interligação deste ao turismo e às indústrias transformadoras. Só com novas políticas, susceptíveis de imprimir uma nova dinâmica, é que se pode combater “a desertificação física e humana da paisagem”, sintetizou.

Fotos
Áudio