Jacinto Serrão diz que GR entrou “em crise profunda”

 

06 Jun 2010 Jacinto Serrão diz que GR entrou “em crise profunda”

O Presidente do Partido Socialista – Madeira, Dr. Jacinto Serrão, participou nas Jornadas Autárquicas de São Vicente nos dias 5 e 6 de Junho, tendo sido prestadas declarações à Comunicação Social no encerramento das jornadas, no dia 6/Jun/2010, na sede concelhia de São Vicente do Partido Socialista, localizada no Sítio do Passo.

O Presidente do PS/Madeira, Jacinto Serrão, alertou hoje para a necessidade do Partido se preparar para chegar ao poder. O líder socialista diz que o executivo de Alberto João Jardim dá sinais diários de desgaste e desmotivação, razão pela qual o PS-Madeira, enquanto principal partido da oposição, deve ter o cuidado de se organizar e preparar para assumir tarefas governativas.

As declarações de Jacinto Serrão foram proferidas em São Vicente, no final das jornadas autárquicas locais. Falando para uma plateia de autarcas e jornalistas, o dirigente do PS-Madeira passou em revista vários dos assuntos da actualidade regional, tendo centrado atenções sobre a crise e as suas consequências na acção governativa.

Jacinto Serrão indicou que a Madeira entrou “em situação de crise profunda”, sem que o GR saiba o que fazer para a combater. O líder do Partido disse mesmo que o PSD e o executivo “evidenciam sintomas de fadiga e esgotamento”, o que só vem reforçar a necessidade do PS-Madeira se constituir como uma alternativa de Governo. “Mas para isso é fundamental que o Partido se prepare, com organização e conhecimento dos dossiês”, alertou.

Sectorialmente, foram várias as matérias analisadas. A pobreza foi uma delas, com Jacinto Serrão a sublinhar que o Partido deve ter uma “intervenção construtiva e dialogante” na resolução de um problema que afecta “um terço da população”.

O flagelo do desemprego, com indicadores de pesadelo na RAM, as tensões existentes no sector da saúde  – Jacinto Serrão pôs em causa o clima de trabalho nos serviços afectos ao Serviço Regional de Saúde (SRS), alegando ser necessário prestigiar e defender esta entidade -, os efeitos dos temporais na costa norte da ilha e, em particular, no concelho de São Vicente, a vigilância a exercer sobre a aplicação da Lei de Meios – “o GR deve explicar com detalhe o plano de obras e os critérios subjacentes aos trabalhos da reconstrução” -, o repúdio face às declarações do Presidente da Câmara de São Vicente, Jorge Romeira, que insultou os comerciantes de São Vicente, e as dificuldades com que se debate o tecido empresarial foram outras áreas focadas na intervenção.

A nível interno, o líder valorizou ainda a intervenção do poder local e das estruturas de base. Numa palavra de alento aos autarcas do concelho de São Vicente, Jacinto Serrão disse ser indispensável que o poder local “se autonomize” e seja exercido “sem medos e em prol das populações”.

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