Temporal não serve de desculpa ao GR para o acentuar da crise, afirma PS-M
O PS Madeira reuniu com Francisco Assis, Presidente do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República, deputados da A.R. e da A.L.M, no dia 17/Mai/2010. Foram prestadas declarações à comunicação social no fim da reunião por Francisco Assis e Jacinto Serrão.
O Presidente do PS-Madeira disse hoje, em conferência de imprensa, que a tragédia de 20 de Fevereiro não pode servir de desculpa ao Governo Regional para o agravar do cenário de crise, uma vez que esta já vem de trás e se arrasta no tempo.
Jacinto Serrão, que falava aos jornalistas na companhia de Francisco Assis, no final de uma reunião entre deputados do PS na AR e na ALRAM, afirmou que os dossiês que melhor evidenciam a crise na Madeira, como o endividamento das famílias, o desemprego e a crise económica são anteriores ao temporal, razão pela qual não podem servir de justificação ao governo para o agravar dos problemas.
Consciente de que tem ainda pela frente “muito trabalho no plano do combate político”, Jacinto Serrão enalteceu ainda o Governo de José Sócrates pela ajuda prestada à Madeira e garantiu que as verbas de apoio ao processo de reconstrução, expressas na lei de meios, “são mais do que suficientes para ajudar as vítimas da catástrofe”.
“Há que concentrar esforços agora é na aplicação, na execução das obras, e para isso parece-nos indispensável que os critérios a definir sejam justos e transparentes. De igual modo, queremos que o governo tenha em conta o papel das autarquias, até à data mantidas à margem deste processo. As câmaras nada sabem sobre o que vai acontecer e isso está a deixar as pessoas inquietas e intranquilas”, explicou o presidente dos socialistas.
Francisco Assis, na sua intervenção, frisou a necessidade “de todos os sectores da sociedade civil da Madeira intervirem” no processo de reconstrução. Assis pediu ao Governo Regional para “que manifeste abertura no sentido de incorporar os contributos da oposição num processo que deve ser aberto a todos os sectores da sociedade”, e reiterou um apelo aos socialistas madeirenses para que construam uma alternativa credível ao regime jardinista.






