O Presidente do Partido Socialista, Dr. Jacinto Serrão, teve uma reunião na ACIF no dia 10/Mar/2010, nas instalações da ACIF na Rua dos Aranhas, sobre o “Apoio às empresas na sequência da intempérie de dia 20 de Fevereiro”.
Reunião com ACIF
10 de Março, 2010Imagem do aluvião na Serra de Água
10 de Março, 2010
Recomendações para minimizar os aluviões
10 de Março, 20106. RECOMENDAÇÕES PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DAS ALUVIÕES
Este trabalho baseado em recolha de informação e observações directas, mostra que nas últimas
duas décadas o concelho do Funchal esteve sujeito a modificações significativas no que diz
respeito à ocupação do território. A crescente construção na baixa citadina do Funchal e o
estreitamento e ocupação dos leitos das ribeiras conduziram à impermeabilização do solo e
subsolo, que tem vindo a danificar o partrimónio edificado, e que representa um perigo crescente
face à possível ocorrrência de cheias. Não se pretende com a presente comunicação travar o
desenvolvimento do concelho, que conta com cinco século(s) de história, mas alertar para o
impacto negativo de algum desenvolvimento urbanístico.
O Conselheiro José Silvestre Teixeira, com funções de Governador Civil da Madeira, entre 1846
e 1852, desenvolveu um trabalho crucial contra a desertificação das serras madeirenses, que teve
como objectivo: diminuir as consequências provocadas pelas Aluviões e aumentar as reservas
hídricas. Passado mais de um seculo e meio, achamos oportuno recomendar às entidades
competentes as medidas seguintes para minimizar os efeitos das aluviões:
1 – recuperação da floresta indígena (Laurissilva) nas zonas montanhosas e de cabeceiras dos
principais cursos de água entre os 1400 m e 600 m de altitude, de forma a aumentar a
biodiversidade, a infiltração de água e combater a erosão dos solos;
2 – planeamento do território que envolva a gestão integrada dos recursos hídricos, quer do fluxo
superficial quer do fluxo subterrâneo, dando particular atenção aos canais de escoamento
principais e dos seus afluentes nos cursos superior, médio e inferior, nas áreas rurais e urbanas;
3 – identificação, caracterização, controlo e monitorização do movimento de depósitos de
vertente ao longo dos cursos das ribeiras, que potencialmente possam dar origem a
escorregamentos e/ou correntes de lamas para o interior dos canais de escoamento;
4 – remoção de vegetação espontânea que ocorre ao longo dos leitos das ribeiras; remoção parcial
dos materiais geológicos que se depositam após as grandes chuvas ao longo dos canais de
escoamento; limpeza de materiais diversos (vazadouro de terras, entulhos e lixos) que por vezes
são colocados ao longo do leito das ribeiras;
5 – definição de um modelo hidrodinâmico capaz de prever em tempo real a ocorrência de cheias
na baixa citadina e gestão dos canais de escoamento;
6 – elaboração de cartas de risco de cheias (Aluvião) que tenha em conta para uma dada área as
condições geológicas, geomorfológicas, pedológicas e hidrológicas.




